L! Com a Palavra: 'A luta a favor das minorias está na veia do Vasco'
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da brdice: “Eu já lutei por negros e operários. Te enfrentei, venci, e fiz São Januário”. A música, entoada pela torcida do Vasco, reflete não apenas a história do clube, mas também o roteiro do clássico contra o Fluminense. O Maracanã era quase todo tricolor. Os vascaínos eram minoria, mas o Cruz-Maltino, historicamente, gosta de lutar por essas minorias. E foi exatamente isso que os jogadores fizeram em campo.
Se jogou bem ou mal, se foi melhor ou pior, pouco importa. Aliás, o jogo em si pode até ficar em segundo plano em uma situação dessas. Afinal, o clássico do último domingo é daqueles que o Vasco gosta de ganhar. Tudo era favorável ao Fluminense. Apresentação de Ronaldinho Gaúcho, lado direito das cabines de rádio e TV, diferença enorme nas campanhas e estádio quase todo tricolor. Mas de que isso importa? Para o Cruz-Matino, nada.
Bom para Andrezinho, que aproveitou o cruzamento certeiro de Jhon Cley e marcou o primeiro gol pelo clube em uma cabeçada perfeita. Melhor ainda para Jhon Cley. O meia, muitas vezes contestado pela torcida, acertou um lindo chute de fora da área e fez o gol que garantiu a vitória no segundo tempo. Uma vitória que, se não tranquliza, pelo menos dá um sentimento de que dias melhores virão.
Por falar em dias melhores, é bom citar que o Vasco ainda tem muito a evoluir para não passar sufoco no Campeonato Brasileiro. Não dá para dizer, por exemplo, que a equipe jogou bem, mas a evolução é notória. Até cresceu de produção no segundo tempo, mas ainda há muita coisa para melhorar. Talvez o ponto mais positivo é que, aos poucos, o técnico Celso Roth parece encontrar o time considerado ideal.
Mas do restante do Brasileiro podemos falar mais para frente. O assunto ainda é a vitória no clássico. A propósito, quis o destino – mais uma vez – que os vascaínos saíssem felizes do Maraca. E o lado direito se calou.